Bancarrotas

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Concepção | Marco Paulo Rolla

Performers | Ana Luisa Santos, Inácio Mariani, Marco Paulo Rolla, Noemi Assumpção e Regina Ganz

Produção | Fernando Costa

Vídeo | Daniel Carneiro

Fotos | Ronaldo Alves

Duração da performance | 2 horas

Cinco aristocráticos exageradamente vestidos e enfeitados com jóias percorrem o Parque Municipal, no centro de Belo Horizonte. Cada um deles tem um saco de dinheiro falso. Eles circulam rindo exageradamente, até encontrarem uma enorme árvore para subir. Do topo da árvore deixam o dinheiro a cair, nota por nota, rindo constantemente. Os sons da risada tomam o espaço através de uma amplificação eletrônica transformando o trabalho em uma instalação sonora.

A performance é uma crítica sobre o quadro social hierárquico – econômica e politicamente – no Brasil. O poder do dinheiro e o comportamento repugnante em relação às pessoas no país.

* A performance Bancarrotas foi apresentada uma única vez, no evento Noite Branca, no dia 15 de setembro de 2012, em Belo Horizonte/MG. O vídeo é também de 2012 e foi publicado somente na mostra do acervo HIPOCAMPO #8, em outubro de 2020.

Marco Paulo Rolla (São Domingos do Prata, MG, 1967) é artista multidisiplinar desde 1987, Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG e Bacharel em Artes pela mesma instituição. Foi residente na Rijksakademie van Beeldende Kunsten (Holanda), em 1998 e 1999. Desde 2001 é criador, coordenador e editor do CEIA – Centro de Experimentação e Informação de Arte (www.ceiaart.com.br). Realizou exposições individuais no Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda. Participou de exposições coletivas no MAM do Rio de Janeiro; MAM de São Paulo; Rohrbach Zement, Alemanha; Muu Gallery, Finlândia; na Foundazione Pistoletto, Italy; no Haarlem Museum, Holanda, entre outras. Em 2010, participou da programação de performance da 29A Bienal de São Paulo. Ganhador do Premio Aquisição do Salão Nacional da FUNARTE e do Premio Edgard Gunther do MAC de São Paulo. Em 2015, integrou o grupo de performers convidados da “Terra Comunal”, de Marina Abromovic, no SESC São Paulo. Seus trabalhos encontram-se em coleções como a do MAM de São Paulo, Instituto Itaú Cultural, Museu de Arte da Pampulha, Inhotim e Dragão do Mar (Fortaleza). Desde 2009, é professor da Escola Guignard, onde criou as disciplinas de performance e é orientador e curador da Mostra Perplexa.