Poemas aos homens do nosso tempo

[2013 / 10’01” / Digital / HD 1920×1080 / Cor NTSC]

curta-metragem [campinas/sp]

Em sua agenda pessoal de 1973, Hilda Hilst descreve um sonho: o nascimento de uma árvore na palma da mão esquerda de um homem. A poeta ainda costumava dizer que, após sua morte, sua presença iria se manifestar na cor vermelha.

O projeto Poemas aos homens do nosso tempo partiu do encontro e mergulho de cinco artistas (Adir Sodré, Divino Sobral, Nazareno, Paulo Meira e Thiago Martins de Melo) na obra de Hilda Hilst, especificamente no conjunto de poemas de mesmo título, presente no livro Júbilo, memória, noviciado da paixão (1974). Além da residência dos artistas no Ateliê Aberto e na Casa do Sol (Instituto Hilda Hilst), uma exposição e uma publicação impressa compuseram o projeto.

Livremente inspirado em conversas e escritos da agenda de Hilda, em trechos do livro Júbilo, memória, noviciado da paixão (1974) e na experiência e vivência com os artistas durante a residência, o vídeo busca a potência do encontro como criação através de um entrelaçamento da literatura com as artes visuais.

É dedicado à Adir Sodré.

FICHA TÉCNICA

Roteiro, direção e edição | Henrique Lukas

Performance e voz | Jurandy Valença

Colaboração | Ana Luisa Lima, Daniela Brilhante, Maíra Endo e Samantha Moreira

Música | Gurdonark – Snow Geese at Hagerman Wildlife Prese – Creative Commons

Realização | Ateliê Aberto e Instituto Hilda Hilst

*O vídeo Poemas aos homens do nosso tempo foi exibido no lançamento da Revista da Biblioteca Mario de Andrade n.69 – Obscena em novembro do mesmo ano. O projeto Poemas aos homens do nosso tempo teve curadoria do Ateliê Aberto, Ana Luisa Lima e Jurandy Valença e foi contemplado pelo Programa Rede Nacional Artes Visuais, da FUNARTE (9a edição). Em 2013, o Ateliê Aberto, espaço de arte auto-organizado que funcionou em Campinas/SP entre 1997 e 2015, era gerido por mim (Maíra Endo), Henrique Lukas e Samantha Moreira.